Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores - Geraldo Vandré

domingo, 18 de dezembro de 2011

"Conceitos"

RaçaO dicionário Mini Aurélio; 6º edição; editora: Positivo define raça como:
o conjunto dos ascendentes e descendentes duma família, tribo ou povo, com origens comuns. O conjunto de indivíduos cujas características corporais são semelhantes e transmitidas por hereditariedade, embora possam variar dum indivíduo para outro”.
O conceito de raça está embasado em um contexto histórico, pois ele perpassa por vários momentos. No período de colonização o termo raça foi empregado como forma de submeter pessoas menos favorecidas ao julgo dos colonizadores que usaram a cor da pele ou mesmo o tipo físico para mensurar quem seria escravizado (a).
A raça está mais ligada às descrições da forma e constituição física dos indivíduos.

MestiçagemO dicionário mini Aurélio; 6º edição; editora: Positivo define  mestiçagem como:
“Cruzamento de espécies diferentes. Miscigenação”.
O termo referido no texto implica um caráter minimizador das pessoas mestiças, pois as mesmas eram consideradas mais próximas da impureza da raça, que se daria pela mistura de raças diferentes. O mulato e o mameluco eram marcados como, segundo o texto: uma espécie infértil e inferior.

RacismoO dicionário mini Aurélio; 6º edição; editora: Positivo define racismo como:
“Doutrina que sustenta a superioridade de certas raças. Preconceito ou discriminação em relação a indivíduo(s) considerado(s) de outra(s) raça(s). Racista”.
Racismo penso, ser algo internalizado em nossa construção moral e ética, faz ou não parte de nossos princípios julgarem certo ou errado o modo de ser ou viver de determinado grupo de pessoas ou indivíduo por um determinante como a cor da pele ou a religião. É muito difícil não ser racista, quando levado ao pé da letra este termo engloba muitas questões e nós acabamos por tropeçar, até mesmo em um simples bom dia! Quando nos referimos a alguém como alemão, negão...

Darwinismo SocialIdeia defendida por precursores de Darwin, acrescentando que as espécies poderiam evoluir mais que seus antepassados, pois os indivíduos que conseguiram sobreviver seriam mais fortes. Gera-se então um individualismo tanto por parte de grupos isolados, seja por parte de indivíduos dentro de seus grupos, levando assim a humanidade a evoluir socialmente. O texto cita o militarismo como forma de individualismo para o crescimento de uma nação, o que resultou na Primeira Guerra Mundial.

Cultura Ganhou força com Franz Boas que defendeu que As pessoas/grupos eram mais que o biológico, segundo o texto o tamanho do crânio. Havia uma construção, além disso, o agir e o como agir mediante a organização do grupo trazia uma relevante diferença e ao mesmo tempo singularidade ao grupo, formando assim sua cultura. Suas representações artísticas, suas vestimentas, sua forma de alimentação tudo isso e muito além formam a cultura de um povo, que se aperfeiçoa a cada geração. Não é algo estático. Há movimento

Etniasegundo o texto o termo etnia veio substituir outro termo em voga, o de tribo, na referência às chamadas “sociedades primitivas”.
A etnia está mais ligada à cultura de um povo. Seus costumes, sua localização e suas singularidades

AntirracismoO termo é o antônimo de racismo. Nos textos temos exemplos concretos de antirracismo como à luta Apartheid, de Nelson Mandela que tinha por objetivo lutar contra os governantes brancos que discriminavam o negro em seu país natal. O Pan-africanismo por Sylvester Williams, segundo o texto ele reivindicava o direito dos/das negros/as à sua própria personalidade. O Negritude ou Négritude em francês dentre outros.
                                                                                  
DescolonizaçãoMovimento surgido após o término da segunda guerra mundial como forma de libertação das nações que aprisionavam o povo. A autonomia e a independência começavam a surgir. Mas, como toda luta a posse da liberdade traz caminhos ociosos e com isso o mundo passa por uma transformação e conforme o texto as nação africana precisava agora construir sua identidade, pois vivia a margem dos colonizadores.
fontes: Dicionário Mini Aurélio; 6º edição; editora: Positivo
Imagens: http://www.google.com.br/

Relator: Wilma Rosane Knoblauch Schulz e Helena Dias Salla Pagcheon
Blogueiro/ bloguista: Humbert Von Oertzen Becker

domingo, 11 de dezembro de 2011

"Etnia/População do Município de Baixo Guandu"

Segundo pesquisa feita pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, conforme tabela e gráfico apresentado abaixo comprova que há mais pessoas negras que brancas em nosso município

Cor ou Raça
População Residente
Branca
11.827
Preta
1.970
Parda
15.148
Amarela
107
Indígena
25
Sem declaração
4
Total
29.081

Fonte:  IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, http://www.ibge.gov.br

Relator: Wilma Rosane Knoblauch Schulz / Helena Dias Salla Pagcheon/ Humbert Von Oertzen Becker

Blogueiro/ bloguista: Humbert Von Oertzen Becker

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"HERANÇA DE ARTHUR DE GOBINEAU"

Arthur de Gobineua foi o mentor do mito ariano, difundido por Adolf Hitler, dentre outros.
Segundo ele, o fim da humanidade se deveria à “catástrofe” da mestiçagem {...}. Com essa declaração damos início a uma história de racismo e dominação cultural vivida por minha família ao longo de décadas.
Bem, só como forma de contextualização meu bisavô Gustav Heinrich Knoblauch, nasceu na Alemanha, lutou na 1º Guerra Mundial. Lá constituiu família e teve seu primeiro filho chamado de Walter Knoblauch, avô paterno que chegou aqui com quatro anos de idade, em um navio cargueiro. Sua profissão, ferreiro conhecido em Baixo Guandu, ES; Homem de aspecto rude, que falava pouco, mas tinha o sonho de favorecer a formação para os nove filhos (as) que, com muita dificuldade criou.
Meu avô tinha uma herança que não advinha de seus pais, mas sim dos horrores da guerra e da formação obtida por seu pai na Alemanha. E que apresentou crescente nível de gravidade com as idéias de Hitler, pois mesmo de longe a família não deixava de ter dupla cidadania e acompanhar os acontecimentos na Alemanha e sofrer as repressões no Brasil pelo fato de serem provenientes da Alemanha. Tiveram sua casa invadida, na zona rural e suas “armas” apreendidas. 
É impossível refletir hoje e acreditar que meu avô era racista declarado, nada fazia com que mudasse de ideia. Houve casos de não aceitação de cônjuge “mestiço”. Era um avô exemplar, meu segundo pai, mas declarava esta injuria: “O Brasil não tem raça, é a misture de todas as raças”. Com isso, a ideia reflete no pensamento de Gobineau, pois meu bisavô e meu avô queriam dar continuidade ao mito ariano. 
Sou muito otimista e penso que meu avô muito me ensinou, pois apesar do preconceito, deixou lições valiosas e uma delas e justamente contradizer suas falas, como eu faço agora. Não para desrespeitar sua memória, mas para afirmar que nem toda verdade e fechada e que ainda há tempo para melhorar muitas coisas em nosso entorno.

Arthur de Gobineau
Nascimento 14 de julho de 1816 Ville-d'Avray
Morte 13 de outubro de 1882 (66 anos) Turim
Nacionalidade FrançaFrancês
Ocupação Diplomacia, literatura, filosofia




Adolf Hitler
Alemanha Nazi Mandato 2 de agosto de 1934 até 30 de abril de 1945
Antecessor(a) Paul von Hindenburg (Presidente)
Sucessor(a) Karl Dönitz (Presidente)
Chanceler da Alemanha
Alemanha Nazi

Mandato 30 de janeiro de 1933 até 30 de abril de 1945
Antecessor(a) Kurt von Schleicher
Sucessor(a) Joseph Goebbels
Vida
Nascimento 20 de abril de 1889 Braunau am Inn, Áustria-Hungria
Falecimento 30 de abril de 1945 (56 anos) Berlim, Alemanha


Fonte: Livro, Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça Módulo 3  . Unidade 1: A construção da ideia de raça. Página 43
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_de_Gobineau
http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler  

Relator: Wilma Rosane Knoblauch Schulz e Helena Dias Salla Pagcheon
Blogueiro/ bloguista: Humbert Von Oertzen Becker
 

Campanha da agência Afropress - "Se eu fosse assim, você me olharia de outra forma?"

Campanha da agência Afropress contra o racismo nas ruas brasileiras. Uma ação simples, mas com um forte impacto. A campanha  vem para ascender ainda mais a discussão sobre o racismo. A imagem, que você pode conferir abaixo dá margens para várias questões muito complexas, porém o objetivo principal da campanha (impactar) foi realizado com sucesso. Nessa imagem Meninos de rua com uma máscara de meninos brancos abordavam os condutores. Na suas camisetas, dizia ”Se eu fosse assim, você me olharia de outra forma?”

Referência: http://www.afropress.com/indexNew.asp

Relator: Humbert Von Oertzen Becker
Blogueiro/bloguista: Humbert Von Oertzen Becker

"FUTUCANDO AQUI E ALI - ENCONTREI ESSE VIDEO"

Encontrei um video de uma entrevista a MV Bill sobre o movimento negro, no video MV Bill  narra sua experiências. Então apanhe logo sua pipoca e seu refri. e de o play no vídeo.

Referencia: http://www.youtube.com/watch?v=EKjfUysPFDo

Relator: Humbert Von Oertzen Becker
Blogueiro/bloguista: Humbert Von Oertzen Becker

"O CIRCULO PALMARINO"

O Círculo Palmarino é “uma corrente nacional do movimento negro, criada em março de 2006, na cidade de Vitória – ES, que tem como objetivo combater o racismo e todas as suas manifestações concretas”. O movimento possui militantes atuando em vários Estados e o objetivo principal é a reunião de negros/as e antiracistas, “a partir de suas comunidades e espaços de atuação, e estabelecer ações permanentes de formação e mobilização política”.  No município de Colatina está organizado um núcleo do movimento.

Referência:  http://www.circulopalmarino.org.br/

Relator: Alice Oliveira Luna
Blogueiro/bloguista: Humbert Von Oertzen Becker

"MOVIMENTO NEGRO CONTEMPORÂNEO"

Em nossa região o movimento negro contemporâneo é atuante, em Colatina no ano de 2007 foi criado o Fórum Estadual da Juventude Negra - FEJUNES, que se expandiu no Estado e se consolidou como espaço de discussão e proposição que tem como missão “organizar a juventude negra do Estado do Espírito Santo numa perspectiva autônoma, afro-centrada, quilombola, militante, protagonista, democrática, combativa e de resistência, na luta anti-racista, contra qualquer forma de opressão e pela emancipação do povo negro”. Por meio de ações, sempre impactantes, tais como: grupos de estudo, mobilizações, campanhas etc. o Fórum se fortalece.  

Referência: http://www.fejunes.org.br/
   
Relator: Alice Oliveira Luna
Blogueiro/bloguista: Humbert Von Oertzen Becker

“Empretecimento / Branqueamento” ....

                        Imagem: http://jornaldomeiodia89.blogspot.com/2011/03/colegio-de-jequie-ganha-selo-pela.html

  A história do Brasil contada em nossas escolas continua ainda enraizada a discriminação da raça, esquecendo-se da história do momento atual vividos por muitos a marca do preconceito. “Essa prática social contribui não apenas para encobrir o teor discriminatório embutido nessa construção ideológica, mas também para abafar uma reação coletiva. Assim a teoria do branqueamento “atua” no sentido de dividir aqueles que poderiam se organizar em torno de uma reivindicação comum, e faz com que as pessoas procurem se apresentar no cotidiano como o mais branco/a possível”. (Hofbauer, A Uma história de branqueamento ou negro em questão. São Paulo: Editora da UNESP, 2006, p. 212-213).
       Na semana da Consciência Negra a escola onde atuo como Secretária Escolar me fez perceber claramente que os educadores precisam passar por estudos constantes do currículo escolar em relação aos PCNS, a cultura afro-brasileira parece esquecida ou despercebida por eles. Professores e alunos trabalharam na confecção de cartazes, texto dentre outros, mas ao finalizar a programação da semana convidaram uma contadora de história e para minha surpresa a contadora era de cor branca e de olhos verdes para contar a historia Menina bonita do laço de fita de Ana Maria Machado, história que contribui em muito para que as crianças se apropriem de valores como o respeito a si próprio e ao outro. Mas a contadora em minha opinião poderia ser uma pessoa de pele escura, pois ficou claro para as crianças o escurecimento de sua pele através de maquiagem e a roupa de cor preta com mangas compridas, constatamos através desta experiência o contrário do embranquecimento. Cria-se um novo conceito de “empretecimento”. Onde a valorização dos educadores negros (as) ficou restrita. Temos pessoas negras cheias de talento que poderiam representar e valorar a história com suas experiências pessoais.

Referência: Hofbauer, A Uma história de branqueamento ou negro em questão. São Paulo: Editora da UNESP, 2006, p. 212-213

Relator: Wilma Rosane Knoblauch Schulz e Helena Dias Salla Pagcheon
Blogueiro/ bloguista: Humbert Von Oertzen Becker