Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores - Geraldo Vandré

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A REALIDADE DA MULHER GUANDUENSE

Aviso da lua que menstrua 
Autora: Elisa Lucinda
Moço, cuidado com ela! 
 Há que se ter cautela com esta gente que menstrua... 
 Imagine uma cachoeira às avessas:
  cada ato que faz, o corpo confessa. 
 Cuidado, moço  às vezes parece erva, parece hera 
 cuidado com essa gente que gera
  essa gente que se metamorfoseia
  metade legível, metade sereia. 
 Barriga cresce, explode humanidades
  e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar 
mas é outro lugar, aí é que está: 
 cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
  Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente 
que vai cair no mesmo planeta panela. 
Cuidado com cada letra que manda pra ela! 
Tá acostumada a viver por dentro,
  transforma fato em elemento 
 a tudo refoga, ferve, frita
  ainda sangra tudo no próximo mês. 
 Cuidado moço, quando cê pensa que escapou 
 é que chegou a sua vez! 
 Porque sou muito sua amiga 
 é que tô falando na "vera" 
 conheço cada uma, além de ser uma delas.
  Você que saiu da fresta dela
  delicada força quando voltar a ela.
  Não vá sem ser convidado 
 ou sem os devidos cortejos.. 
Às vezes pela ponte de um beijo 
já se alcança a "cidade secreta"
  a Atlântida perdida.
  Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela. 
 Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas 
 cai na condição de ser displicente  diante da própria serpente 
 Ela é uma cobra de avental 
 Não despreze a meditação doméstica.
 É da poeira do cotidiano 
 que a mulher extrai filosofando
  cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
    julgando a arte do almoço: Eca!... 
 Você que não sabe onde está sua cueca? 
Ah, meu cão desejado  tão preocupado
em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir. 
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha. 
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca? 
O que você tem eu vou dizer e não se queixe: 
VACA é sua mãe. De leite. 
Vaca e galinha... 
Ora, não ofende. Enaltece, elogia: 
comparando rainha com rainha 
óvulo, ovo e leite  pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo! 

Comentário:

O poema de Elisa Lucinda reafirma as condições biológicas femininas, mas deixa o alerta para imposição e merecimento de seu respeito por parte masculina, pois não é só um ventre que acolhe seus filhos ou um objeto que satisfaz seus desejos. Ela é um ser com vontade própria, que tem direito a igualdade e divisão justa do trabalho público e privado.
Em nosso município constatamos que não temos serviços especializados para o atendimento das mulheres que sofrem agressão. 
Fomos à delegacia local e pedimos informações referentes à demanda atendida por eles em relação aos casos de estupro e violência doméstica, nos responderam que somente por meio de ofício e se o delegado permitisse, tendo alguém disponível, poderiam procurar os dados para uma posterior consulta.
Somos um município com 29.086 habitantes (http://pt.wikipedia.org/wiki/Baixo_Guandu), em igualdade quantitava de gênero e pensamos que a mulher merece mais atenção no tocante a igualdade.
Nós também procuramos o Hospital Dr. João dos Santos Neves, único no município, para buscar dados sobre o número de casos com mortalidade materna embasados na notícia do dia 25 de setembro extraída do jornal “A Tribuna” onde consta:
Imagem: www.google.com.br

"Brasil não cumpre meta." "O Brasil deixará de cumprir uma das metas do mil ênio para a saúde pública porque o ritmo de redução na mortalidade materna foi medíocre ma última década, indica estudo.

Mais de 65 mulheres em cada 100 mil parturientes morrem no país devido a problemas na gestação ou no parto.
Nos últimos 11 anos, quando o mundo viu uma redução anual de 3,6% nesta estatística, no Brasil o ritmo foi de 0,3%."

A assistente social relatou que trabalha lá há 20 anos e que só lembra-se de um caso de morte, mas pelo fato de complicações já pré existentes. A assistente se prontificou a buscar dados junto aos obstetras da equipe.
Elisa Lucinda grita por todas as mulheres que ainda sofrem pelo fato de haver desigualdade e que as mulheres querem conquistar seu espaço mediante os direitos prioritários de saúde, respeito e justiça.
Esperamos um país mais transparente, pois buscamos informações dentro dos órgãos públicos e não obtivemos respostas.
Fica registrado nosso descontentamento com a falta de acesso a realidade do município.

Referência Bibliográrica de:
Elisa Lucinda dos Campos Gomes (Vitória, 2 de fevereiro de 1958) é uma poetisa, jornalista, cantora, e atriz brasileira. Mudou-se para o Rio de Janeiro, para uma vila da Tijuca, em 1986, disposta a seguir a carreira de atriz. Trabalhou em algumas peças, como Rosa, um Musical Brasileiro, sob direção de Domingos de Oliveira, e Bukowski, Bicho Solto no Mundo, sob direção de Ticiana Studart. Integrou o elenco do filme A Causa Secreta, de Sérgio Bianchi. Seu primeiro trabalho na televisão foi na telenovela Kananga do Japão, em 1989, na extinta TV Manchete. Fez várias apresentações teatrais, com declamação de seus poemas, e algumas com a participação especial de Paulo José. No mesmo formato apresentou em seguida Euteamo Semelhante. Acredita no poema vivo pela declamação, tanto que criou uma associação no Rio de Janeiro de estudo de declamação que promove saraus.
Em 2010, a atriz foi agraciada com o "Trofeu Raça Negra 2010" pelo sua contribuição à cultura brasileira. O evento solene ocorreu na Sala São Paulo, uma das mais modernas e luxuosas da América Latina.[1]
Em 2011, a poetisa foi entrevistada no programa online "Filossofá - Desertores do Cotidiano", gravado em um sofá, em cima das dunas de Itaúnas, no Espírito Santo. Itaúnas é o lugar em que Elisa passa as férias e que mantém uma "casa-poema".
 
 Carreira artística
 Livros
* A Menina Transparente
* Euteamo e suas estréias
* O Semelhante
* Coleção Amigo Oculto (trilogia infantil).
* Contos de Vista
* A Fúria da Beleza (2006)
* Lili a rainha das escolhas
* Parem de Falar Mal da Rotina(2010)
 CDs de poesias
* Semelhante - sob o selo da gravadora Rob Digital
* Euteamo e suas Estréias - sob o selo da gravadora Rob Digital
* Notícias de Mim, com poemas da poeta paulista Sandra Falcone, participação de Miguel Falabella, direção e produção de Gerson Steves. O CD é resultado do espetáculo homônimo com roteiro e direção de Steves.
 Televisão
Telenovelas * 2011 - Insensato Coração .... Vilma * 2009 - Viver a Vida .... Rita * 2006 - Páginas da Vida .... Selma * 2003 - Mulheres Apaixonadas .... Pérola * 1995 - Sangue do Meu Sangue .... Beatriz * 1990 - Araponga * 1990 - Escrava Anastácia.... Ermelinda (Yatunji) * 1989 - Kananga do Japão .... Sueli
Séries * 1997 - Você Decide - episódio: Preconceito
 Cinema
* 2003 - Gregório de Matos
* 2003 - As Alegres Comadres .... Mrs. Rocha * 2002 - Seja o que Deus Quiser
* 2001 - A Morte da Mulata
* 1997 - O Testamento do Senhor Napumoceno .... Dona Jóia * 1994 - A Causa Secreta
* 1990 - Barrela: Escola de Crimes

FONTE  http://pt.wikipedia.org/wiki/Elisa_Lucinda

Referências: Habitantes de Baixo Guandu - http://pt.wikipedia.org/wiki/Baixo_Guandu

DESIGUALDADES DE GÊNERO NO BRASIL

Imagem: www.google.com.br
Características como a menor participação da mulher no mercado de trabalho, estão diretamente ligadas aos trabalhos domésticos, função tipicamente do gênero feminino, segundo o que convencionou-se no passado muito presente até hoje.
O comprometimento dos “a fazeres das mulheres no lar”, compete diretamente com o grau de comprometimento nos “a fazeres no mercado de trabalho”; refletindo diretamente na ocupação de determinados cargos, e conseqüentemente na percepção do salário. Essa adequação deverá ser buscada entre homens e mulheres, mais com a participação do estado e a sociedade.
O desenvolvimento da medicina, e os programas de assistência às mulheres no processo reprodutivo, diminuíram a mortalidade infantil, e deu melhor qualidade de vida às mulheres. Mais de nada adiantará se não houver uma combinação flexível dos dois, (homens e mulheres) na reestruturação da nova unidade familiar que inquestionavelmente surgem diante nossos olhos hoje.
A violência doméstica chega aos ridículos e incompreensíveis 70%, em grande parte realizada pelo marido ou companheiro.
A desconfiança no atendimento desses delitos, aliados ás freqüentes ameaças de seus companheiros agressores, mascaram os números, das que nem sempre buscam ajuda e/ou denunciam a violência.
A unidade familiar adequada apresenta os dois cônjuge inseridos no mercado de trabalho, e seus filhos de 0 a 6 anos acolhidos nas creches de qualidade. A creche, além de liberar a mãe, incute às crianças melhor desenvolvimento emocional e social.

Referência:

Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça| GPP- Ger: Módulo II/ Maria Luiza Heilbon, Andreia Barreto.

GÊNERO FEMININO



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Vejamos quanto ao que conceituamos em relação à mulher, ser bem aceita como uma física ou assistente social; ou o contrário, se substituirmos por um homem, há uma diferença gritante no tocante á aceitação e tolerância. Paralelo a essa, é fatídico que a remuneração entre homem e mulher é diferente, sempre desfavorável á mulher.

A ativa e maciça participação da mulher no sistema produtivo requer maior índice de escolaridade, melhorias salariais; mais reflete diretamente na sua presença no seio da família e o índice de fecundidade. O desenvolvimento de forma geral, baixa outros índices como mortalidade, pobreza e analfabetismo.
O recente crescimento experimentado pelo Brasil, veio aliado á um grau de distribuição da riqueza nacional, abrindo um leque de novos brasileiros que engrossaram a nova classe média brasileira.
Ver nossos pobres reduzidos pela metade em 15 anos nos engrandece, principalmente em saber que entre negros e mulheres esses índices são ainda melhores. É um claro e inequívoco momento em corrigir as distorções nacionais

Considerando que as mulheres estudam mais e estão melhor capacitadas, receber menos que os homens exercendo a mesma função foge á qualquer explicação aceitável... É pura discriminação.
O trabalho doméstico (quase sempre desempenhado por mulheres e não remunerados) são pré- concepções discriminatórias, ligadas à servidão do sexo mais fraco, no caso a mulher.
Cabe sempre á mulher na busca de sua inserção no mercado de trabalho, adequar-se a essa nova incumbência, às do lar (em casa). Enquanto ao homem, lhe é permitido afastar-se, pois não desempenha em casa função alguma que requer a sua presença.
A intolerância, discriminação e a repressão violenta, nos permeiam, enquanto não realizarmos a ruptura do formalismo convencional entre o masculino e o feminino.
No século XIX formalizou-se consistentemente a diferença entre o masculino e feminino.
Ao fato de que culturalmente é possível remodelarmos as personalidades, surge o viés de que seja possível moldar indivíduos para serem líderes, administradores etc...
Hoje, não podemos definir esse ou aquele comportamento sexual como sendo normal, superior ou melhor.

Referência:
Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça| GPP- Ger: Módulo II/ Maria Luiza Heilbon, Andreia Barreto.

GÊNERO E HIRARQUIA SOCIAL


Imagem: www.google.com.br

Ao analisarmos as relações entre homens e mulheres e que percebemos a importância do modelo de cultura que herdamos e que hoje constroem e define padrões de organizações das representações das práticas sociais no mundo de hoje. As relações sociais desiguais entre homens e mulheres atravessam um conjunto de vida da sociedade, nos campo do trabalho, da família dos indivíduos  de cada sexo na hierarquia social.A questão de gênero é usada também para determinar a organização do espaço público e privado, para homens atividades relativas â produção de bens e serviços, mulheres mais voltadas aos cuidados dos filhos, a ao trabalho domésticos,  mas essa visão tradicional apresenta mudanças , o maior aumento da escolaridade atestam um perfil das relações melhores e a defesa dos direitos humanos supõem uma postura de direitos iguais de respeito, independente da cor e do gênero, da orientação sexual do amor.

Referência
Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça| GPP- Ger: Módulo II/ Maria Luiza Heilbon, Andreia Barreto.

 

GÊNERO/ SEXO E SEXUALIDADE

            Vivemos em uma época e numa sociedade extremamente mascada pela diferenças de gênero, classe social, etnia, aparências físicas principalmente entrem homens e mulheres, e por meio das relações sociais que se dão na história essas diferenças atribuídas a eles produzem uma relação de poder. Após o avanço do pensamento mais aberto e através de discussões sobre  o papel feminino e masculino, de forma que uma diferenciação se faz necessário, criando meios de comportamento sociais que  se encaixassem na sociedade para atender as necessidades  do que realmente representa toda diversidade da sexualidade humana para uma nova forma de pensamento que conseguisse ajuda a  para intensificar os vínculos  entre os diferentes e criando uma aliança ampla e diversa incluindo tanto direito não violência  o trabalho digno e também o direito de explorar a sexualidade e buscar os prazeres e desejos que a satisfizessem.

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Referência: Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça| GPP- Ger: Módulo II/ Maria Luiza Heilbon, Andreia Barreto.

domingo, 7 de agosto de 2011

II Seminário Estadual de Educação e Diversidade Sexual

O Coletivo Estadual de Diversidade Sexual do Sindiupes, cumprindo com um de seus objetivos de combater a lesbo-homo-bi-transfobia no espaço escolar, realiza, no dia 25 de agosto, no SEST/SENAT, em Cariacica, o 2º Seminário Estadual de Educação e Diversidade Sexual. Dessa vez, o tema é “Por uma Nova Proposta Pedagógica”, seguindo a política de trabalho da CNTE.

A decisão de realizar a segunda edição do Seminário veio a partir da constatação do sucesso do primeiro, realizado em 2010. O coletivo propõe o evento para que a comunidade reflita sobre como superar o desafio que representa preconceito, para avançarmos para uma educação democrática, pública, gratuita e verdadeiramente inclusiva.
A pesquisa FIPE/INEP de 2009 concluiu que uma das causas dos baixos índices no IDEB é a homofobia no espaço escolar. Para transformação dessa realidade negativa, é necessário que os/as educadores/as estejam bem preparados/as para a discussão cuidadosa, ética e responsável sobre direitos humanos e cidadania LGBT. O MEC inicia a construção das Diretrizes Curriculares de Educação em Direitos Humanos, e os/as educadores/as capixabas precisam estar incluídos, atentos e preparados para essa discussão.
A programação completa do Seminário, você confere em  http://www.sindiupes.org/?sub=809
Inscrições e duvidas, email:mailto:sindiupes.diversidadesexual@bol.com.br

Referência: http://www.sindiupes.org/

Relator: Humbert Von Oertzen Becker
Blogueiro/bloguista: Humbert Von Oertzen Becker

MUSEU CAPIXABA DO NEGRO

A História do Museu Capixaba do Negro tem início em 1988, quando as discussões em torno do centenário da abolição ocorridas na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) fomentaram a ideia de se criar um museu sobre o negro capixaba. Por ironia do destino ou não, o Museu foi criado em 13 de maio de 1993, pelo então Governador do Estado Albuíno Azeredo, primeiro governador negro do Brasil, por meio do Decreto Lei nº 3.527, publicado na mesma data. Entre outras medidas, o Decreto determinava que no prazo de 31 dias tivessem início as contratações e licitações necessárias para o funcionamento da instituição.
Mas isto jamais aconteceu. Após seu primeiro ano de existência, nada tinha sido feito, e uma das idealizadoras e fundadoras do Museu, Doutora Maria Verônica da Paz, deu início à ocupação estratégica do prédio, a fim de não perder o espaço. A primeira ação foi a criação do Pré-vestibular para Negros, primeira ação do gênero no Estado  (grifo nosso). Verônica também organizou exposições e guiava as visitas de escolas ao Museu. Em 1994 surgia o Coral afro do Museu Capixaba do Negro, primeiro do Estado. Tais ações já demonstravam que o Museu do Negro cumpria os anseios da comunidade museológica mundial, pois a instituição estava a serviço da sociedade e seu desenvolvimento. Os cursos e visitas conduziam à reflexão sobre a história e a cultura do negro capixaba, e alimentavam a consciência política dos visitantes.

Quer saber mais,  visite o blog http://museucapixabadonegro.blogspot.com/ , não deixe de visitar virtualmente e pessoalmente, você não se arrependerá.

Referência: http://museucapixabadonegro.blogspot.com/
Relator: Humbert Von Oertzen Becker
Blogueiro/bloguista: Humbert Von Oertzen Becker

Lei Maria da Penha incentiva alagoanas a denunciar violência — mulher

Lei Maria da Penha incentiva alagoanas a denunciar violência — mulher